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Gaiolas, chaves e toques

No dia seguinte à música dos Arcade Fire, deparo-me com isto:


Algures há
Alguém a escrever
Cartas e poemas para mim
Alguém à espera da minha libertação
Uma mulher que me alcança entre as grades?
Já não acredito em chaves
Só no toque
E. Ethelbert Miller, in Falta de Ar

Existem coisas que reforçam a minha crença de que não há acasos.

E cá estou a escrever.

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(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria  dos astros: raia a laceração sangrenta,   estancada entre o sexo   e a garganta. Eu nunca   durmo,   com a ferida do meu próprio sono.   Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta   da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela   selvagem implantada   no meio da carne, como no fundo da noite   o buraco forte   do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta,   que arrasta todo o escuro do mundo   para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas   se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht