Gosto de passar os dedos pelo papel de aguarela. De segurar em cadernos e em lápis. De canetas de aparo e de tinta da china. Das aguarelas à luz do sol. Gosto do cinzento de Payne e do papel de arroz.
Gosto do barulho do comboio a passar lá ao fundo, lá em baixo ao pé do rio. Gosto de caminhar na cidade velha. Dos prédios antigos, de lhes notar os pormenores. De sentir a Primavera na primeira brisa morna. Gosto do tom verde das primeiras folhas das árvores nos troncos quase negros. De as ver acenar. Gosto de respirar a cidade.