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16 de Junho

Hoje é o famoso Bloomsday . E eu, que tenho parte de mim entre as páginas do Ulisses , e sou toda olhos e espanto quando me apercebo da incrível capacidade de escrita do James Joyce, não poderia deixá-lo em branco. Mas, como sou dispersa, e porque também é dia de lembrar Mourão-Ferreira, fica a minha associação de ideias, ainda que possa ser rebuscada: Penélope Mais do que um sonho: comoção! Sinto-me tonto, enternecido, quando, de noite, as minhas mãos são o teu único vestido. E recompões com essa veste, que eu, sem saber, tinha tecido, todo o pudor que desfizeste como uma teia sem sentido; todo o pudor que desfizeste a meu pedido. Mas nesse manto que desfias, e que depois voltas a pôr, eu reconheço os melhores dias do nosso amor. David Mourão-Ferreira

Da leitura em progresso

Esperei até que chegasse a vontade definida de ler o Ulisses de Joyce. A minha edição é do Círculo de Leitores, capa dura, com a tradução brasileira (mas reputada) de Houaiss. Torci um pouco o nariz à ideia de ler uma tradução que não é portuguesa, mas comprei o livro tão barato que não achei digno queixar-me. Além disso, tirando algumas diferenças de vocabulário, a língua é a mesma, caramba; não sejas picuinhas . E então, quando a vontade chegou, comecei a leitura entusiasmada. Mas hoje foi quase isto: (fonte aqui) Juro que se lesse no original, precisaria menos de um dicionário.