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Poema à noite # 21

22 Somos quem se apresse. Do tempo a passada tomai-a por nada no que permanece. Tudo o que acelera foi depressa e vão, no que fica espera nossa iniciação. Ao tentardes voo, juvenil ardor não gasteis em vão. Tudo repousou: o livro e a flor, luz e escuridão. Rainer Maria Rilke , in Os Sonetos a Orfeu

Poema à noite #20

19 Mude embora o mundo como as nuvens depressa, a perfeição regressa a um antes profundo. Sobre ir e mudar, vasto e livre dura teu ante-cantar, deus da lira pura. Ignoradas dores, amar sem saber quanto,  distâncias maiores que a morte não quebra. Sobre a terra o canto santifica e celebra. Rainer Maria Rilke , in Os Sonetos a Orfeu

Imagem terrível

É Rainer Maria Rilke quem, mais tarde, dará as mais belas e pertinentes expressões - tão materiais quanto possível, tão psíquicas quanto possível - de todos esses fenómenos; falará da paisagem em termos de reaparição e de «acção terrível e opressiva»; definirá a atmosfera em termos de contacto à distância: reconhecerá que na grisalha, nada é mais insignificante ou inútil, tudo conta, tudo participa; evocará a existência do terrível em cada parcela de ar, qualquer coisa que se respira com a sua transparência e da qual apenas os sonhos são capazes de traçar o desenho. O sopro indistinto da imagem. Didi Huberman , in Falenas

Ver

Com todos os olhos a criatura vê o Aberto. Só os nossos olhos estão como que ao contrário e envolvem-na toda como armadilhas em volta da sua saída livre. (...) Rainer Maria Rilke , A Oitava Elegia , in As Elegias de Duíno

Os deserdados

(...) Cada insensível rotação do mundo tem destes deserdados a quem não pertence nem o que foi, nem o que há-de seguir-se. Pois o que há-de seguir-se é longínquo para os homens. (…) Rainer Maria Rilke , A Sétima Elegia , in As Elegias de Duíno