Atrás de mim há o vazio pesado dos antepassados, e o rasto inverso que nos deixaram. Piso o chão onde eles caminharam. Vivo na casa que alguém construiu, como o pão que outro inventou; falo a língua que todos eles lapidaram. Existo apenas porque eles existiram. Sou uma emanação do passado – visito ruínas sabendo que estou em casa. Carrego aos ombros milhares, milhões de fantasmas. Um cordão umbilical liga-me ao primeiro homem. O peso da História. É insuportável.