oh meu astral amor será que tu não vês que estou de fora corcel imóvel branco sobre a praia cujas areias não tocam o teu seio nem o teu ventre cálido iluminam? Porque (analisemos) para te possuir nem subimos escadas nem descemos canções e só na tua língua junto à minha o promontório sofres e refreias. Por isso que das asas a pupila do desespero não nos colha nem tal a da esperança. Continuaremos porém a afirmar que as nossas almas sem dúvida alguma se completam e queremos num só corpo, o de um de nós, à escolha, ter o sentido verdadeiro e certo. A estremecer, como convém. Luís Garcia de Medeiros , in Noites