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Da disposição #36

(fonte aqui)

Caminho

Podemos embriagar-nos a andar. Anaïs Nin , em carta a Henry Miller de 31 de Julho de 1932 Caminho. Bebo o ritmo dos meus passos até me embriagar. Mais e mais, até que eu sou um outro. O meu eu mais profundo.

Do mau uso que se faz de boas palavras

(Sim, eu sabia que a palavra "foder" se podia usar como um palavrão. Quando a ouvi e li pela primeira vez em  Lady Chatterly , disse ao Hugh que  adorava  a palavra. O Hugh fez uma careta e disse-me como era utilizada normalmente.  Bon .)" Anaïs Nin ,  carta a Henry Miller de 4 de Agosto de 1932

Correspondência

Ontem estive com esta edição na mão. A pensar que este velhinho meio encolhido numa cadeira, agarrado a uma bengala como quem espera a vez no consultório médico, dificilmente encaixa no Henry Miller que transparece nas cartas que terminei de ler. Ou no que escreve o único livro que até hoje li dele, O Colosso de Maroussi . Mas isso é só um truque da imagem, decerto é um trompe l'oeil que o corpo cria com a ajuda do tempo (isso, e o facto de não conseguir distinguir o livro no colo; essa é sempre uma boa pista). As cartas entre Miller e Anaïs Nin parecem-me de natureza rara, seja porque são poucas as pessoas que se dão ao próximo como eles se deram, ou que são tão honestas para viver a vida como eles fizeram; ou simplesmente porque é raro encontrar alguém que nos desperte e que nos eleve como um encontrou no outro. De correspondência entre escritores, não se esperam cartas mal escritas, mas estas espelham tão bem os autores, que quase vemos (assim como num filme) o crescime...