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(fonte aqui) E para acompanhar: Uma foto publicada por @sur_des_tablettes_de_buis a Out 26, 2016 às 3:02 PDT

Para uma noite de calmaria

61. LAMENTAÇÕES CIGANAS Estas alamedas fazem parte de uma das muitas metrópoles da Europa em plena decadência ou já mortas. Talvez seja Viena, que já o era desde há muito tempo. Não há tráfego e os ruídos do trabalho são raros. À tarde, os habitantes saem, sobretudo para frequentar confeitarias. Velhos violinistas entoam lamentações ciganas num qualquer lugar. Nada mais interessa. As salas de cinema estão vazias. Fotografias de actores expostas dentro de montras fechadas sem mercadoria. Às vezes, pressentem-se lojas desertas, com densas camadas de pó por todo o lado. Dizia Nisemback ter visto, há alguns anos, numa loja abandonada por um judeu emigrado para o Canadá, um despertador que assinala a hora exacta, não obstante se tratar de um instrumento de corda curta. E não há nenhum sinal sobre o pó que permita suspeitar que alguém vá, secretamente, dar-lhe corda. 62. A COR DO TEMPO O convento tinha a forma de uma margarida. Desprendendo-se de uma torre cilíndric...

A paz de Guerra

CANTO VIGÉSIMO SEGUNDO Quando no outono as árvores estavam nuas uma tarde uma nuvem de pássaros exaustos poisou sobre os ramos. Pareciam ter regressado as folhas baloiçando ao vento. Tonino Guerra , in O Mel