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Resumo do dia:

As palavras de Pascal Quignard,


(...)Como os livros quando são bons fazem cair não só as defesas da alma mas todas as muralhas do pensamento que se vê, subitamente, apanhado de surpresa.

Como as grandes pinturas, que se fixam nas paredes, quando são admiráveis, abrem mais a parede que o fariam uma porta, uma janela, uma abertura vidrada, uma seteira, etc.
Como a música comove para além de si e ganha aos seus ritmos o coração e a respiração e a separação primeira, e a angústia primeira que a acompanhava, e a esperança que daí nasce ao longo de toda a vida.



in Vida Secreta



os sons de David Sylvian:




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André Kertész , 1969 (fonte aqui)

Eu não durmo

(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria  dos astros: raia a laceração sangrenta,   estancada entre o sexo   e a garganta. Eu nunca   durmo,   com a ferida do meu próprio sono.   Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta   da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela   selvagem implantada   no meio da carne, como no fundo da noite   o buraco forte   do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta,   que arrasta todo o escuro do mundo   para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas   se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht