Avançar para o conteúdo principal

Kit básico

Comecei o ano a receber palavras simpáticas.

Tenho uns lápis tão bons, que quase parece que sei pintar. Quando abro a caixa, os cheiros da madeira e da tinta misturam-se numa sensação melíflua e adocicada que se estende no papel e escorrega na água.

Tenho espalhados pela casa livros cheios de palavras de outros a preencherem espaços vazios.

Tenho pessoas para encontrar.
E caminho para fazer.

Tenho a caneta e o caderno para escrever.

E tenho esta música para me acompanhar sempre:





Tenho o kit básico para começar o ano.

Comentários

  1. Está a chegar o Bowie. :)

    ...e já pude perceber que a Pintura, ao lado da literatura e da música, é para ti especial. Coincidência ou não, para mim também - aliás, enquanto expressão própria, só me interessa explorar a literatura e a pintura. A curta-metragem anunciada deve-se à minha carolice de achar que entendo alguma coisa de cinema por encher estantes e estantes com dvd's, eheh.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois está. :) Já estou 'em fase de estágio'!

      Sim, é mais uma forma de expressão que se liga às outras.
      Mas eu sou uma apreciadora, não mais. Não tenho formação na área, os meus rabiscos ocasionais são apenas carolice. ;)
      Também gosto muito de cinema - fico à espera dessa curta-metragem. :)

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

On reading

André Kertész , 1969 (fonte aqui)

Eu não durmo

(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria  dos astros: raia a laceração sangrenta,   estancada entre o sexo   e a garganta. Eu nunca   durmo,   com a ferida do meu próprio sono.   Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta   da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela   selvagem implantada   no meio da carne, como no fundo da noite   o buraco forte   do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta,   que arrasta todo o escuro do mundo   para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas   se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht