(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria dos astros: raia a laceração sangrenta, estancada entre o sexo e a garganta. Eu nunca durmo, com a ferida do meu próprio sono. Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela selvagem implantada no meio da carne, como no fundo da noite o buraco forte do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta, que arrasta todo o escuro do mundo para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht
gosto disto..
ResponderEliminarAh pois, o Drake é dos bons. :)
EliminarVai lá ouvir mais e depois diz-me o que achaste. :P
já tinha ouvido muitas outras.. não esta.
Eliminaré bom para a chuva.. :)
arranja o gato!!!
:)
EliminarUm dia, um dia... ;)