(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria dos astros: raia a laceração sangrenta, estancada entre o sexo e a garganta. Eu nunca durmo, com a ferida do meu próprio sono. Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela selvagem implantada no meio da carne, como no fundo da noite o buraco forte do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta, que arrasta todo o escuro do mundo para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht
Viagens. :)
ResponderEliminar...interiores. :)
Eliminar(Por onde andas na blogosfera? Acho que já te perdi, aí pelos teus blogs labirínticos :P )
http://fimdecena.blogspot.pt
Eliminarcomecei este ontem. não garanto que dure, mas vamos tentar.
:)
Ahaha, ok. Enquanto durar, eu vou visitando.
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