Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Dos sonhos

The bats are in the belfry The dew is on the moor Where are the arms that held me And pledged her love before And pledged her love before It's such a sad old feeling The fields are soft and green It's memories that I'm stealing But you're innocent when you dream When you dream You're innocent when you dream I made a golden promise That we would never part I gave my love a locket And then I broke her heart And then I broke her heart It's such a sad old feeling The fields are soft and green It's memories that I'm stealing But you're innocent when you dream When you dream You're innocent when you dream Running through the graveyard We laughed my friends and I We swore we'd be together Until the day we died Until the day we died It's such a sad old feeling The fields are soft and green It's memories that I'm stealing But you're innocent when you dream When you dream You're innocent when you dream ...

Da leitura em progresso

Esperei até que chegasse a vontade definida de ler o Ulisses de Joyce. A minha edição é do Círculo de Leitores, capa dura, com a tradução brasileira (mas reputada) de Houaiss. Torci um pouco o nariz à ideia de ler uma tradução que não é portuguesa, mas comprei o livro tão barato que não achei digno queixar-me. Além disso, tirando algumas diferenças de vocabulário, a língua é a mesma, caramba; não sejas picuinhas . E então, quando a vontade chegou, comecei a leitura entusiasmada. Mas hoje foi quase isto: (fonte aqui) Juro que se lesse no original, precisaria menos de um dicionário.

Da beleza #12

Time and the bell have buried the day, The black cloud carries the sun away. T.S. Eliot , Burnt Norton , in Four Quartets

O fogo e a tarde

Com lento amor olhava os dispersos Tons da tarde. A ela comprazia Perder-se na complexa melodia Ou na curiosa vida dos versos. Não o rubro elemental mas os cinzentos Fiaram seu destino delicado, Feito a discriminar e exercitado Na vacilação e nos matizes. Sem se atrever a andar neste perplexo Labirinto, olhava lá de fora As formas, o tumulto e a carreira, Como aquela outra dama do espelho. Deuses que habitam para lá do rogo Abandonaram-na a esse tigre, o Fogo. Jorge Luis Borges , in O Fazedor

Instantâneo #12

Os jacarandás explodiram sem aviso pela cidade e fagulhas cor de malva caem, delicadas. Como recados que nos lembram de abrandar e olhar . No autocarro que passa, o reflexo de uma figura encostada à paragem; vestido branco e livro vermelho na mão, absorta em contemplação - o olhar na direcção da árvore.