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A palavra

Lo que me gusta de tu cuerpo es el sexo. Lo que me gusta de tu sexo es la boca. Lo que me gusta de tu boca es la lengua. Lo que me gusta de tu lengua es la palabra.   Julio Cotázar

Se os conselhos fossem bons, davam-se num blog

Mudança de Estação #2

Comecei a ler António Lobo Antunes. Depois de cerca de um ano de intervalo, voltei a entrar nas casas de perfumes antigos onde os mortos nos olham dos retratos. E com saudades, confesso. Mas depois, por uma daquelas situações aparentemente banais, levei o Estação , do Nuno Bragança, para a rua. Puxei dele na aborrecida viagem do autocarro, e logo ele puxou por mim. Uma mão cheia de contos curtos no comprimento, mas longos na profundidade e enormes na escrita. Cada conto é como um bom actor a representar um papel diferente; reconhecemos-lhe o corpo, mas a voz é absolutamente adaptada à história que conta. Eu estou a anos-luz de ser crítica literária, e há poucas coisas que me interessam tão pouco quanto essa, mas a escrita do Nuno Bragança encheu-me as medidas - é vibrante, directa e absolutamente viva! Foi a melhor surpresa que li nestes primeiros dias de mudança da estação. E agora, reentro na casa de Lobo Antunes. Certa que um dia farei uma directa em square...

Morfeu e eu

Li algures que quando as pessoas estão felizes, precisam de dormir menos. Os insones devem ser felicíssimos. E eu, miserável. Tenho uma relação muito próxima (e de alguma posse, se não de possessão) com o Morfeu, acho que vou ser infeliz a vida toda. Serei feliz na minha infelicidade.

Recado

NOTE TO SELF:

Mudança de Estação

mudança de estação para te manteres vivo - todas as manhãs arrumas a casa sacodes tapetes limpas o pó e  o mesmo fazes com a alma - puxas-lhe o brilho regas o coração e o grande feto verde-granulado deixas o verão deslizar de mansinho para o cobre luminoso do outono e às primeiras chuvadas recomeças a escrever como se em ti fertilizasses uma terra generosa cansada de pousio - uma terra necessitada de águas de sons de afectos para intensificar o esplendor do teu firmamento passa um bando de andorinhões rente à janela sobrevoam o rosto que surge do mar - crepúsculo donde se soltaram as abelhas incompreensíveis da memória luzeiros marinhos sobre a pele - peixes que se enforcam com a corda de noctilucos estendida nesta mudança de estação - Al Berto , Horto de Incêndio

À chuva

( http://modosdeolhar.blogspot.pt/2013/01/helder-reis-fotografia.html ) The Crunch too much too little too fat too thin or nobody. laughter or tears haters lovers strangers with faces like the backs of thumb tacks armies running through streets of blood waving winebottles bayoneting and fucking virgins. an old guy in a cheap room with a photograph of M. Monroe. there is a loneliness in this world so great that you can see it in the slow movement of  the hands of a clock people so tired mutilated either by love or no love. people just are not good to each other one on one. the rich are not good to the rich the poor are not good to the poor. we are afraid. our educational system tells us that we can all be big-ass winners. it hasn't told us about the gutters or the suicides. or the terror of one person aching in one place alone untouch...