(fonte aqui) Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria dos astros: raia a laceração sangrenta, estancada entre o sexo e a garganta. Eu nunca durmo, com a ferida do meu próprio sono. Às vezes movo as mãos para suster a luz que salta da boca. Ou a veia negra que irrompe dessa estrela selvagem implantada no meio da carne, como no fundo da noite o buraco forte do sangue. A veia que me corta de ponta a ponta, que arrasta todo o escuro do mundo para a cabeça. Às vezes mexo os dedos como se as unhas se alumiassem. (...) Nunca sei onde é a noite: uma sala como uma pálpebra negra separa a barragem da luz que suporta a terra. (...) Herberto Helder , Walpurgisnacht
Os Dead Can Dance, para mim, sempre foram, desde o primeiro contacto que tive com o som, uma cena espiritual. Tal como muitos outros autores/bandas/músicos. Tu, pelos vistos, danças. Tudo bem. Também percebo esse sentido de dança, com Deus.
ResponderEliminarAh, sim, a dança tem muita ligação ao espiritual. É lá que tem as origens. :)
EliminarE está no nome deles e tudo ;)
Pelo nome, achei-o sempre um achado, dos exóticos. Só pelo nome já é cool tê-los no leitor mp3, perdão, naqueles tempos, no discman. :D
EliminarE eu que ainda sou do tempo das cassettes! :O
EliminarMas nesses tempos muito idos, ainda não ouvia Dead Can Dance. Embora tenha sido sempre muito cool, claro -_-
Oh, eu também me lembro das cassetes, e do vhs. etc. :)
EliminarQue dois velhotes :P
EliminarOra :)
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