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Mensagens

Poema à noite #28

NENHUMA MÁSCARA Não sabemos ainda como perdemos as asas: se nos lancis dos terraços em voo sobre os pomares de amendoeiras, se nas sobrevoadas cumeadas dos bosques de bétulas em novembro, se nos olhos de água, se na puta da vida emitindo recibos e assinando avenças. Sabemos apenas que nos olhamos hoje e nenhuma máscara nos cabe no rosto. José Carlos Barros , in O Uso dos Venenos

Do dia:

(fonte aqui) E para acompanhar: Uma foto publicada por @sur_des_tablettes_de_buis a Out 26, 2016 às 3:02 PDT

Instantâneo #22

Sobe indolente o gato para as costas do sofá. Como um monte de folhas secas, espalha-se o corpo numa figura amorfa onde deixa de se distinguir o começo e o fim. Cansado ou desinteressado, ou cansado de tão desinteressado, ali fica. Se levanta a cabeça, é para olhar a chuva lá fora, ou algum gato que passa sentindo no pelo o que ele nunca sentiu.

Da disposição #48

(fonte aqui)

Da disposição #47

(fonte aqui)